Esse texto incialmente foi escrito no dia 07 de setembro, mas por motivos de força maior (churrasco no dia, preguiça depois) não pode ser concluído e postado na data.
Eu tinha prometido a mim mesma que não iria me arriscar tão cedo a montar um novo blog, mas cá estou fazendo justamente as duas últimas coisas que queria nesse feriado - criando um blog e trabalhando.
Pra quem chegou sem aviso, tenho 500 outros blogs sobre besteiras e baboseiras em geral (mentira, são só 3) e há tempos venho tentando sufocar a vontade súbita de escrever sobre meu trabalho - que consiste basicamente em... escrever.
Tu-dum-pah!
Mas esse blog não tem a mínima pretensão ou obrigação de ser estritamente acadêmico ou consistir em pesquisa historiográfica pura. Não vou facilitar a vida nem a pesquisa de ninguém, e também não quero me ater à liguagem formal/técnica exigida na labuta... Isso aqui é um ensaio, um blog de comentários e conceitos com os quais trabalho e um pouquinho de descontração aliada a uma discussão contextualizada com o assunto que me der na telha.
Feita a introdução, vamos ao que interessa.
O que disparou o gatilho foi uma discussão entre amigos no Facebook, a partir de um comentário postado por uma amiga muito querida que é Geógrafa. O que invariavelmente acontece nesse tipo de situação: não consigo passar batida e fingir que não li. Ainda mais conhecendo a autora do comentário e a visão de História comum na sociedade brasileira que, volta e meia, deixa à mostra as falhas que historiadores como eu cometem por omissão.
Sim, a culpa é minha também.
Mas não há como esbarrar nesses tipos de desvio e, pelo menos, se esforçar um pouquinho para enfrentá-los.
[Ela] - Não é essa a independência que quero.
[Eu, provocando] - Tem outra?
[Ela] - A conquistada teria sido bem melhor...
Bingo! Bem vindos ao primeiro desvio: A Retrodição.