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17 de outubro de 2011

O que é Imortal

Então, dando prosseguimento aos trabalhos deste blog... #DeputadoFederalFeelings

Brincadeira! Tenho trabalhado bem pouco por aqui e a sensação de que entrei em um modo "congresso brasileiro" (expediente só de terça à quinta) cresceu um pouco. Para mostrar serviço e dar um ar mais de "Blog" ao projeto, vou começar a postar alguns links e vídeos de material que considero interessantes, enquanto encubo meus rascunhos em uma estufa.

Segue abaixo a entrevista no Jô de um dos poucos mestres de verdade na arte da Historiografia, o professor da UFRJ e Imortal da Academia Brasileira de Letras José Murilo de Carvalho. Autor de um trabalho indispensável pra quem quiser trilhar o caminho da historiografia (não só a brasileira), ele dá uma verdadeira aula de como a democracia se desenvolve no país até hoje.

Nunca tive aulas com ele, mas tive o imenso prazer de ler os seus livros e até hoje acho um dos trabalhos mais brilhantes escritos sobre a história do país. 

Vendo a entrevista me lembrei da época em que ele foi imortalizado pela ABL e, pra variar, deixaram uma piada no quadro do Salão Nobre:

"O que é imortal, não morre no final"

Piada ou não, faz todo o sentido.


3 de outubro de 2011

Independente F.C.


Esse texto incialmente foi escrito no dia 07 de setembro, mas por motivos de força maior (churrasco no dia, preguiça depois) não pode ser concluído e postado na data.

Eu tinha prometido a mim mesma que não iria me arriscar tão cedo a montar um novo blog, mas cá estou fazendo justamente as duas últimas coisas que queria nesse feriado - criando um blog e trabalhando.

Pra quem chegou sem aviso, tenho 500 outros blogs sobre besteiras e baboseiras em geral (mentira, são só 3) e há tempos venho tentando sufocar a vontade súbita de escrever sobre meu trabalho - que consiste basicamente em... escrever.  

Tu-dum-pah!

Mas esse blog não tem a mínima pretensão ou obrigação de ser estritamente acadêmico ou consistir em pesquisa historiográfica pura. Não vou facilitar a vida nem a pesquisa de ninguém, e também não quero me ater à liguagem formal/técnica exigida na labuta... Isso aqui é um ensaio, um blog de comentários e conceitos com os quais trabalho e um pouquinho de descontração aliada a uma discussão contextualizada com o assunto que me der na telha.

Feita a introdução, vamos ao que interessa.

O que disparou o gatilho foi uma discussão entre amigos no Facebook, a partir de um comentário postado por uma amiga muito querida que é Geógrafa. O que invariavelmente acontece nesse tipo de situação: não consigo passar batida e fingir que não li. Ainda mais conhecendo a autora do comentário e a visão de História comum na sociedade brasileira que, volta e meia, deixa à mostra as falhas que historiadores como eu cometem por omissão.

Sim, a culpa é minha também.

Mas não há como esbarrar nesses tipos de desvio e, pelo menos, se esforçar um pouquinho para enfrentá-los.

[Ela] - Não é essa a independência que quero.

[Eu, provocando] - Tem outra?

[Ela] -  A conquistada teria sido bem melhor...

Bingo! Bem vindos ao primeiro desvio: A Retrodição.